Esclarecendo sobre ovodoação - REDE MATER DEI DE SAÚDE

Esclarecendo sobre ovodoação

A doação de óvulos, Ovodoação, é uma opção nas seguintes situações:

  1. Mulheres com idade maior que 40 anos.
  2. Reserva ovariana reduzida.
  3. Falência ovariana prematura (menopausa precoce).
  4. Má resposta à hiperestimulação ovariana controlada para FIV convencional.
  5. Falência ovariana pós-quimioterapia ou radioterapia, ooforectomia bilateral.
  6. Risco significativo de transmissão de doenças genéticas à prole.

No Brasil, a doação de gametas é regulamentada pela resolução 2.121/2015 do Conselho Federal de Medicina – CFM, por Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e pela Lei de Biossegurança. Essas leis estabelecem que a doação de células, tecidos germinativos e pré-embriões deve ser sigilosa, não pode ser remunerada, nem ter caráter lucrativo ou comercial. Além disso, o consentimento livre, esclarecido, consciente e desinteressado deve ser obtido antes da coleta, por escrito e assinado pelo médico e doador(a), conforme legislação vigente. O número de gestações/doador(a) deve ser limitado, segundo a resolução do CFM, a no máximo duas gestações de sexos diferentes, numa área de um milhão de habitantes.

A Anvisa determina regras de funcionamento, como: a triagem deve garantir a privacidade do doador, a sala de coleta de sêmen deve possuir, em anexo, um sanitário com acesso exclusivo e todos os materiais utilizados e que mantêm contato com as células ou tecidos germinativos devem ser estéreis e descartáveis, devendo ser registradas a respectiva origem e o número do lote. O processo de seleção do doador envolve realização de exames para afastar doenças infecciosas, por exemplo, e ainda há os custos de preparo do material e armazenamento.

Na doação compartilhada de óvulos, a paciente doadora, que também é infértil, recebe a medicação utilizada para sua estimulação ovariana e produção de óvulos necessária para o seu próprio tratamento e doa os óvulos excedentes para a receptora, desde que não traga prejuízo ao seu tratamento. Neste caso, a doadora e a receptora participam como portadoras de problemas de infertilidade e compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de fertilização in vitro (FIV). A doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido. A doadora, portanto, também deve possuir indicação formal de tratamento por fertilização in vitro, jovem e com boa reserva ovariana, além de não apresentar doenças que a impeçam de ser doadoras. Devem ainda ter o mesmo fator Rh e semelhanças físicas da receptora.

Cabe lembrar que o parceiro da doadora deve estar de acordo com a doação compartilhada e o anonimato da doadora deve ser preservado, além de todas as outras recomendações da Resolução CFM nº 2.121/2015, conforme abaixo:
  1. A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.
  2. Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa.
  3. A idade limite para a doação de gametas é de 35 anos para a mulher e de 50 anos para o homem.
  4. Será mantido, obrigatoriamente, o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores. Em situações especiais, informações sobre os doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do(a) doador(a).
  5. As clínicas, centros ou serviços onde é feita a doação devem manter, de forma permanente, um registro com dados clínicos de caráter geral, características fenotípicas e uma amostra de material celular dos doadores, de acordo com legislação vigente.
  6. Na região de localização da unidade, o registro dos nascimentos evitará que um(a) doador(a) tenha produzido mais de duas gestações de crianças de sexos diferentes em uma área de um milhão de habitantes.
  7. A escolha dos doadores é de responsabilidade do médico assistente. Dentro do possível, deverá garantir que o(a) doador(a) tenha a maior semelhança fenotípica e a máxima possibilidade de compatibilidade com a receptora.
  8. Não será permitido aos médicos, funcionários e demais integrantes da equipe multidisciplinar das clínicas, unidades ou serviços, participarem como doadores nos programas de RA.
  9. É permitida a doação voluntária de gametas masculinos, bem como a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em RA em que a doadora e a receptora, participando como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de RA. A doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido.

Centro de Reprodução Humana Mater Dei
Mater Dei Santo Agostinho – Rua Mato Grosso, 1.100 – 2º andar – 31. 3339-9495.

Publicado em: 24/11/2016

Este conteúdo foi útil pra você? Sim Não
Obrigado pelo feedback. Sua opinião nos ajuda a criar um site melhor a cada dia.

Este post é sobre Gestação

Posts Relacionados

12 Julho 2021

Laserterapia Mamilar: Saiba como...

​Apesar de todos os seus benefícios, a amamentação pode ser desafiadora nas primeiras semanas em que a mãe e o bebê ainda estão se adequando à nova rotina, e a produção de leite adequada.
20 Fevereiro 2018

Infertilidade conjugal: quando e o que...

Casais com dificuldade de engravidar devem procurar um especialista depois de passado um ano de relações desprotegidas que não resultaram em gravidez.
11 Fevereiro 2019

Curso do Casal Grávido

As inscrições estão abertas! Ao longo de 2019 estão previstos nove cursos, que acontecerão entre março e novembro, sempre nas primeiras duas quartas-feiras do mês, das 19h às 22h.