
O Setembro Verde é marcado pela campanha de conscientização sobre o Câncer do Intestino, também conhecido como câncer de cólon e reto ou câncer colorretal, e enfatiza a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é de mais de 40 mil novos casos diagnosticados no ano de 2020, chamando a atenção da sociedade e profissionais de saúde.
O médico coordenador do Serviço de Endoscopia do Mater Dei Santo Agostinho, Geraldo Lima, que atua há mais de 30 anos no serviço, destaca que, no Brasil, é a segunda causa de óbito por câncer. Por isso, a prevenção, pela ressecção de pólipos, principal via de transformação para o câncer colorretal, ou a detecção precoce do câncer são indispensáveis para a prevenção ou tratamento da doença. Ele conta que o rastreamento da enfermidade e é recomendado a partir dos 50 anos, ocasião em que é possível encontrar pólipos colorretais. Os pólipos são pequenas tumorações ainda benignas que se formam na superfície mucosa do cólon ou do reto. “Na fase inicial, a gente consegue tratá-los, retirá-los, evitando que futuramente o paciente venha desenvolver o câncer do intestino grosso”, aponta ele.
Outro ponto que o médico destaca é que em mulheres com idade superior a 50 anos, que realizam o rastreamento por colonoscopia, têm a possibilidade de encontrar de 15% a 20% de pólipos, que futuramente poderiam desenvolver câncer, e isso em pacientes sem sintomas ou sem nenhum outro sinal. Para homens, a média varia de 25% a 30% de casos diagnosticados em pacientes acima de 50 anos.
Sobre o aumento generalizado dos pólipos na população, o médico explica que não há nada cientificamente comprovado. No entanto, destaca que a alimentação pode ter uma relação direta com o desenvolvimento da doença. “Alimentos processados e alguns alimentos, como exemplo a carne vermelha, churrasco bem tostado, gorduras, bacon e embutidos em geral, podem estar associados ao câncer colorretal”, afirma o Geraldo Lima.
Devido a pandemia do novo coronavírus, pacientes têm relutado em procurar serviços médicos para tratamento de outras doenças, principalmente adiando exames preventivos. Nestes meses da pandemia, algumas lesões pré-cancerosas e alguns casos de câncer do intestino foram diagnosticados em nosso serviço no Hospital Mater Dei. Por isto, o médico deixa um alerta: “Não deve prosperar o pensamento de que podemos nos isolar de outras doenças e não investigá-las no momento adequado. Devemos ficar atentos principalmente aos chamados sinais de alarme e diante deles procurar consulta com especialista, e se indicado, realizar o exame – colonoscopia no caso”.
Quais são os sinais de alarme?
Sintomas como emagrecimento, alteração do hábito intestinal (diarréia ou constipação), sangue visível nas fezes, sangue oculto nas fezes são sinais que geram alerta. O coordenador ainda aponta: “Alguns sintomas não podem esperar, porque a doença vai evoluindo rapidamente. Os pólipos não dão muitos sinais, e quando dão, pode ser que já estamos na fase avançada do câncer”, completa.
A colonoscopia é o exame padrão-ouro para a prevenção e detecção do câncer colorretal. Durante a colonoscopia, os pólipos podem ser retirados. Eles são a principal via de formação do câncer colorretal.
Como é realizado o processo da colonoscopia?
O agendamento do exame é feita na Central de Marcação ou na secretaria do Serviço de Endoscopia. É marcada uma consulta pré-colonoscopia com o médico escolhido pelo paciente. “Na consulta procuramos saber se existe uma doença colateral e se há algo que possa colocar em risco o paciente ao fazer o exame”, afirma Geraldo Lima. Sobre o tempo de duração do procedimento, ele explica: “o tempo pode variar, depende muito do que a gente encontra. Na maioria das vezes duram de 40 a 60 minutos”.
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Publicado em: 28/09/2020