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Mater Dei comemora 2º dia de Confraternização Natalina

Foi realizado, no dia 15 de dezembro, o segundo dia do evento de Confraternização de Natal da Instituição. O Centro de Convenções do Mater Dei Contorno recebeu colaboradores e membros do Corpo Clínico da Rede. No primeiro momento, foi celebrada a tradicional Missa em Ação de Graças, seguida de uma solenidade que homenageou os colaboradores que completaram 15, 20, 25 e 30 anos de trabalhos prestados no Hospital. Também foram homenageados os colaboradores mais elogiados pelo cliente externo, lideranças, coral e membros do Corpo Clínico. 

O Coral Mater Dei, formado colaboradores de vários setores, que tem a Dra. Elaine Sclearuc como maestrina, também se apresentou nesse dia, com repertório que variou entre músicas sacras, da MPB e natalinas.  Veja as palavras discursas pelo Presidente da Rede Mater Dei de Saúde, Henrique Moraes Salvador Silva.

"Boa noite a todos.
Mais um ano se passou e aqui estamos, novamente comemorando o encerramento de um ciclo de 12 meses e a abertura de um novo ano. Esta é uma época em que temos a oportunidade de fazer um balanço da nossa vida pessoal, mas também no âmbito das Organizações, não deixa de ser um momento para analisar a nossa atuação, reforçando os pontos fortes, e também criticando os aspectos que precisam ser melhorados.

Nesta noite temos muito o que agradecer e reconhecer. Vamos homenagear os colaboradores que aqui trabalham há 15, 20, 25 e 30 anos. Também vamos agradecer a 5 colegas que estão aposentando e reconhecer os colaboradores mais elogiados pelo cliente externo em 2017.

Estaremos também celebrando a parceria que construímos nestas quase 4 décadas com os nossos gestores e o corpo clínico, aqui incluídos os médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e odontólogos.

Se pudéssemos escolher uma palavra para definir o momento atual pelo qual a civilização está passando, certamente ela seria MUDANÇA. 
O mundo passa por um momento de muita instabilidade e também de crise em diversos países. Muitas vezes ao nos deparar com a penúria Ética e moral em que o Brasil se encontra, nos esquecemos de que também em outras localidades do planeta, as pessoas enfrentam conflitos de ordem militar, étnica, racial, econômica e moral.

Vejamos os exemplos da Coreia do Norte com seu ditador inconsequente, da Saída da Inglaterra da Comunidade Europeia, da gestão no mínimo temerária do presidente da principal economia mundial, da crise na Espanha desencadeada pelo movimento separatista na Catalunha, dos movimentos migratórios do oriente médio e África para os países da Europa Ocidental e as reações xenofóbicas que tem despertado atos terroristas, modificando o estilo de vida de cidadãos das principais economias mundiais. E isso apenas para citar alguns exemplos. 

São realidades que deixam claro para mim que apenas o diálogo, o respeito ao próximo e às suas escolhas, o reconhecimento de que somos seres únicos e que, por isso, precisamos respeitar as diferenças, pode construir sociedades livres, tolerantes e sociologicamente mais saudáveis.
Isto é válido para os países, mas igualmente para as organizações empresariais.

Vivemos em um mundo em ebulição. Onde os parâmetros que regem as relações interpessoais, profissionais e empresarias se modificam em uma velocidade nunca antes observada pela humanidade.

Onde a tecnologia foi definitivamente incorporada à rotina do cidadão comum. A conectividade provoca uma superexposição das pessoas, e também das empresas e organizações. As pessoas sentem-se mais instáveis e desprotegidas em virtude desta disrupção tecnológica e da permanente conectividade.

Muitas vezes me pego a pensar se temos uma perspectiva histórica do momento em que estamos vivendo. Certamente apenas no futuro poderemos avaliar o impacto que esta nova maneira das pessoas se relacionarem, irá causar sobre as gerações que estão sendo criadas segundo estes novos parâmetros de interação e de relacionamento entre as pessoas e entre as instituições. Também na área de saúde estamos testemunhando mudanças profundas.

Os países têm gasto cada vez mais com a saúde de seus habitantes. Enquanto que no Brasil, gastamos 9% do nosso PIB (tudo aquilo que o país produz) nesta área, países como os Estados Unidos já despendem quase 20% do seu PIB para cuidar da saúde de seus cidadãos. É um abismo sem fundo... um problema da ordem mundial e que está fundamentado em alguns pilares importantes, tais como o envelhecimento acelerado da população, o aumento da violência e a necessidade de se tratar de um lado de doenças crônico-degenerativas e de outro de doenças infecto-contagiosas que já deveriam ter sido erradicadas há muito tempo no Brasil.

Muito se tem discutido acerca de novos rumos que precisam ser dados para esta questão no Brasil. Esta discussão e a implementação das ações vai passar pela melhor educação do indivíduo no autocuidado, pelo investimento dos hospitais e provedores de serviços de saúde na redução do desperdício e no custo-efetividade das intervenções, e no estímulo à prevenção de doenças e à promoção da saúde. Somos um país com inúmeros desafios também na nossa área. 

De um lado temos em geral, uma grande dificuldade de acesso a serviços de qualidade no setor público, com aparelhos defasados e hospitais superlotados, e do outro lado uma estrutura privada que luta para se manter atualizada e de pé, atendendo a quase 25% dos brasileiros através de planos de saúde. 

A dificuldade para se gerenciar de maneira efetiva hospitais é grande e os números reforçam esta realidade. De 2005 a 2012, o Brasil reduziu em mais de 5% o total de leitos de internação, demonstrando na prática o quão grande tem sido o desafio de hospitais, médicos e profissionais da saúde para se manterem atualizados e atender com qualidade e segurança.

A incorporação tecnológica avança a passos largos na nossa área de atuação profissional. Talvez o maior exemplo esteja voltado para as perspectivas que se abrem para o aprendizado de máquina e para o uso da inteligência artificial na prática médica e hospitalar. Em pouco tempo precisaremos conviver com muito mais intensidade com essa nova realidade.

Estou convicto de que estas inovações e incorporações irão permitir que no futuro as novas gerações de médicos e de profissionais da área da saúde tenham mais tempo para se dedicar ao atendimento integral das pessoas. Pois máquina nenhuma pode substituir o carinho, o acolhimento e a atenção individualizada, diferenciada e humanizada. Afinal as máquinas funcionam baseadas em algoritmos. São binárias. Programadas. Se baseiam em dispositivos apenas lógicos, enquanto que nós, somos e sempre que desejarmos, seremos psico-lógicos! 

A SINGULARITY, uma das mais respeitadas escolas de negócios do mundo na atualidade, e que está localizada no Vale do Silício na Califórnia, publicou um artigo muito interessante recentemente, sobre os 3 atributos que mais distinguirão as pessoas e as organizações em um mundo permeado pelo uso da tecnologia. A criatividade, a empatia e a coragem.

Nós da Rede Mater Dei de Saúde temos nos dedicado permanentemente ao exercício prático destes 3 atributos. A criatividade tem sido um de nossos pilares mais transformadores. 

Quantas inovações temos desenvolvido e incorporado à nossa atuação! Exemplos mais recentes são o Mais Saúde, o Hospital Integrado do Câncer e o Centro de Formação Institucional para a enfermagem. E temos muitos outros.... Cuidar da saúde das pessoas mesmo quando não estão internadas, integrar através de processos, tecnologia e a capacitação profissional o cuidado aos portadores de câncer e desenvolver profissionais de enfermagem seguindo padrões técnicos e comportamentais customizados para atuarem na Rede Mater Dei, estão diferenciando a nossa atuação e nos tornando cada vez mais importantes para os nossos pacientes e as suas famílias. Dessa forma estamos gerando valor para a comunidade e nos tornando cada vez mais relevantes para quem confia em nós.

A empatia nada mais é do que a capacidade que podemos ter de nos colocar no lugar do outro. Para quem trabalha nos hospitais da Rede Mater Dei de Saúde, ter esse atributo é muito importante para que se possa prestar um serviço com acolhimento, qualidade e segurança.

Entender que as pessoas que aqui são atendidas encontram-se em situações de fragilidade física e emocional, e que por isto necessitam não apenas da melhor assistência técnica, mas também de carinho e atenção, pode nos diferenciar no atendimento. 

Precisamos exercer a atenção individualizada na entrega do serviço e processual e padronizada na atenção às melhores práticas médico e hospitalares. As duas coisas não são excludentes. Ao contrário apesar de ser um desafio na prática, são complementares e perfeitamente passíveis de serem exercidas no nosso dia a dia. Um caminho para o exercício institucional desta empatia é a promoção deliberada do engajamento dos pacientes e de suas famílias aos seus tratamentos. Neste caso, se colocar no lugar do outro no exercício profissional é perceber que ninguém melhor que o próprio paciente e o seu familiar para dizer o que querem e necessitam para o seu pleno restabelecimento.

Precisamos cada vez mais criar as condições para que os nossos clientes se engajem em seus tratamentos. No estágio em que nos encontramos hoje, este é um dos maiores investimentos que podemos fazer em qualidade e em segurança assistencial.  

Temos tido também uma grande coragem enquanto Rede Mater Dei de Saúde. Coragem para enfrentar os desafios em um pais confuso e em um cenário de tantas incertezas. 

Para sair da nossa zona de conforto e para lutar contra a estagnação e a acomodação. Para crescer não apenas pelo simples fato de aumentar o número de Unidades. Mas pelo compromisso de oferecer a um número maior de cidadãos, uma assistência que acima de tudo os respeita enquanto indivíduos e nas suas peculiaridades e particularidades. 

Esta coragem para crescer, mesmo em um ambiente externo tão adverso, tem sido uma das características mais marcantes da Rede Mater Dei de Saúde. O desafio de levar uma assistência qualificada a cada vez mais pessoas nos colocando mais próximos dos nossos clientes e atendendo às suas necessidades de atenção, é o que nos levou à expansão da Unidade Santo Agostinho e também mais recentemente à construção da Unidade Contorno e agora do Mater Dei Betim-Contagem. Essa Unidade está sendo construída desde Abril, segundo um projeto moderno, funcional e sustentável elaborado pelo mesmo arquiteto que projetou o Contorno. 

O ano de 2018 será muito importante nas nossas vidas. Ao mesmo tempo em que a obra avança com muita competência e determinação, será necessário desenvolver um modelo assistencial e relações comerciais com os nossos clientes (Operadoras de Planos de Saúde) que estejam alinhados com a atual realidade do Sistema Privado de Saúde. 

Para isto será necessária uma grande mobilização das nossas lideranças, corpo clinico e colaboradores.  E esse movimento já começou aqui na Rede... Neste momento, outras organizações hospitalares no Brasil, também discutem e se estruturam em torno de projetos inovadores considerando uma melhor efetividade na sua operação. Certamente a integração do Mater Dei Betim-Contagem à nossa Rede será uma oportunidade de trabalho e de campo de atuação profissional   para mais pessoas. Principalmente para os jovens. Será um momento vibrante e de intensa e positiva interação com as pessoas que se beneficiarão da instalação deste hospital  na porta de entrada do Oeste de Minas.

Como dissemos no início, os países, o Brasil, as pessoas e o Sistema de Saúde passam por um momento transformador. Vamos viver um ano muito intenso e dinâmico, permeado por muito trabalho e muitas emoções... Eu tenho a convicção de que estamos prontos para enfrentar esses desafios.
Isto não é novo para nós da Rede Mater Dei de Saúde.  Ao longo das últimas décadas, graças ao nosso espírito inovador, respeito às partes interessadas e compromisso com o fazer bem feito, temos nos preparado para os ajustes necessários e frequentes. E as pessoas que aqui trabalham e dedicam a sua vida pessoal e profissional, tem tido a capacidade de mobilização e a força realizadora para se posicionar e seguir servindo ao próximo com amor, carinho e determinação. 

Perdemos a nossa querida Marisa. Ela não está mais entre nós em matéria, mas o seu espírito pioneiro, o seu carinho para conosco e para com os pacientes e a sua capacidade de sonhar junto e de transformar estes sonhos em ações nunca deixarão de existir. Muito obrigado por tudo Marisa.
Pelo seu exemplo, pela sua cumplicidade, por humanizar a nossa assistência, por nos ensinar novos caminhos para um exercício profissional com muita competência técnica, mas também com carinho, afeto e amor! Quanta falta você vai nos fazer! Vamos nos empenhar no que for necessário para respeitar e cuidar do seu legado!

Muito obrigado a todos vocês pelo comprometimento e pela dedicação para que pudéssemos chegar até aqui. Convido a todos para seguirmos juntos nesta maravilhosa viagem que é a vida. Certamente uma vida plena para aqueles que escolheram atender as necessidades do nosso próximo. Desejo a todos um feliz natal e um ano novo com muita paz, saúde e felicidades junto aos seus familiares.

Um forte e fraterno abraço em cada um de vocês."

Publicado em: 18/12/2017

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