Guia de doenças - Endometriose - REDE MATER DEI DE SAÚDE

Endometriose

A endometriose é uma doença benigna caracterizada pela presença do endométrio (revestimento do útero) em outras regiões do organismo da mulher, como ovários, tubas uterinas, intestinos, bexiga e, até mesmo, pulmões. A endometriose acomete 5 a 10% das mulheres durante o período reprodutivo. Trata-se de uma doença crônica que exige cuidado contínuo por causa da ausência de cura e do retorno dos sintomas uma vez interrompido o tratamento.

Devido a sua alta prevalência e sua interferência negativa na qualidade de vida das mulheres, a endometriose pode levar ao desgaste físico e mental, principalmente porque o tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico da doença é longo, podendo chegar a oito anos.



Sinais e sintomas
Cerca de 25% das mulheres não apresentam nenhum sintoma. Quando a doença manifesta algum sinal, eles podem ser:

  1. Cólicas menstruais;
  2. Dor durante as relações sexuais;
  3. Alterações intestinais;
  4. Dor pélvica;
  5. Infertilidade.

Diagnóstico
O diagnóstico da endometriose ainda representa desafios aos ginecologistas, uma vez que muitas vezes a doença é assintomática e ainda não existem testes clínico-laboratoriais eficazes para diagnosticá-la.

Atualmente é possível identificar lesões de endometriose através da ultrassonografia endovaginal com preparo intestinal ou pela ressonância nuclear magnética. Ambos os exames devem ser realizados por profissionais especializados para que seja possível identificar as lesões de endometriose adequadamente. O diagnóstico definitivo, entretanto, é feito durante a cirurgia com biópsia das lesões.

Tratamento
O tratamento da endometriose pode incluir uso de medicamentos, cirurgia ou envolver a combinação de ambos. A escolha da modalidade de tratamento depende da presença e do tipo de sintomas, bem como o desejo da mulher de engravidar ou não. Independente da modalidade terapêutica escolhida, os objetivos principais são o alívio da dor, a obtenção de gravidez e a prevenção do retorno da doença.

RESPONSÁVEL:
Márcia Mendonça Carneiro
Ginecologista e obstetra do Centro de Reprodução Humana Mater Dei 
CRM-MG: 27578

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